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O Momento Certo Para Sair do Aluguel

(O Globo - Caderno Morar Bem - Por Dentro do Mercado - Ari Travassos - Domingo, 22/11/2015)

Este é um assunto muito discutido entre as pessoas que vivem de pagar o aluguel de suas residências. Sem dúvida, trata-se de uma grande preocupação para todos que querem ter a certeza de que não estão jogando fora o dinheiro gasto mensalmente com essa finalidade. O que se deve fazer?, pensam os inquilinos de todos os lugares deste nosso país.

Vamos tentar oferecer aos nossos leitores os subsídios que poderão ajuda-lo na tomada da decisão de compra de um imóvel, mas antes queremos analisar alguns fatores que julgamos de grande importância nesse momento tão importante e crucial na vida de suas famílias.

Primeiramente, pergunte-se: existe um momento certo? Em geral, não existe esse momento, pois cada pessoa carrega uma situação diferente para ser analisada a cada etapa de sua vida. O que sabemos é que há o “momento ideal para cada pessoa”, já que tal tomada de decisão é aleatória e altamente individualizada.

São dois os principais motivos que levam as pessoas a pensar em fugir do aluguel. O primeiro motivo é “o sonho da casa própria”, evitando despesas mensais com o aluguel, cujos valores são pagos a terceiro e, por isso mesmo, são considerados perdidos, jogados fora. Então sonha-se com aquele ideal de todas as pessoas, principalmente em nosso país - o de fugir definitivamente daquelas despesas mensais.

Outro motivo é o que diz respeito à segurança de possuir um bem real, um patrimônio para a família, somado ao fato de estar investindo em um imóvel que lhe dará inúmeras garantias em relação ao futuro.

Chega-se, pois, facilmente, à conclusão sobre a força e o sentido desses dois principais motivos. Porém, existem outros fatores fundamentais que identificam o momento ideal de deixar de pagar um aluguel.

Se a pessoa resolver manter uma poupança a fim de adquirir um imóvel para pagamento integral, à vista, essa é a forma mais difícil de sair do aluguel, pois, além da despesa mensal que já comtempla, terá que poupar mês a mês alguma soma que, juntamente com outras alternativas - como o fundo de garantia - possibilite que ela realize um negócio à vista. Isso não é tarefa fácil para ninguém!

Outra possibilidade, que ocorre no maior número de vezes, é o financiamento imobiliário. Este permite que a pessoa saia do aluguel mais rapidamente, pois, nos dois atuais sistemas de financiamento, isso se torna factível por haver a possibilidade de pagar o bem adquirido em até trinta anos, o que pode trazer a prestação mensal para bem perto do que já é pago mensalmente de aluguel.

Se houver possibilidade de usar o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), dentro de suas normas e limites, haverá também a chance de utilizar o fundo de garantia, diminuindo, assim, a necessidade de despender maiores valores de recursos próprios.

Já houve opção pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), apesar de não poderem usar o fundo de garantia, as pessoas encontrarão certamente normas mais adequadas, mais simples e favoráveis.

Até gostaríamos de lembrar ao leitor que os juros dos financiamentos imobiliários ainda são os mais baratos entre os praticados na área do mercado de capitais, tornando-se assim vantajosos para quem quer adquirir a casa própria.

Dá impressão para o tomador/mutuário de que os juros cobrados para os financiamentos são muitos altos, mas, para quem paga aluguel, mesmo pagando os juros contratados, não deixam de ser interessantes, já que têm como objetivo o seu próprio benefício, jamais jogando dinheiro fora, como ocorre com o aluguel. Além do mais, dentro do valor da mensalidade do financiamento, o mutuário estará pagando um seguro de vida, que, em caso da morte do financiado, transferirá a seus beneficiários o saldo devedor quitado pela seguradora.

Em qualquer dos dois sistemas acima apresentados, a mensalidade dos financiamentos é bem próxima do valor que a pessoa está pagando de aluguel mensal, o que, teoricamente, facilita a decisão de sair do aluguel. Lembrem-se, amigos, que , além dos fatores mencionados, o locatário enfrenta sempre a situação incômoda de estar mudando de endereço todas as vezes que seu contrato de aluguem chega ao término.

Em geral, todas as pessoas desejam uma estabilidade em termos da aquisição da casa própria e, assim, sair do aluguel. Este sonho de todas as famílias, no entanto, dependerá do momento certo de cada uma delas, o que, em tese, relaciona-se enormemente à real disposição de enfrentar todos os desafios e responsabilidades que se apresentam diante deste compromisso, realmente uma complexa tarefa. Maneiras há de se despedir do aluguel de cada mês, mas este é um esforço coletivo que, inclusive, pode ser muito apoiado pela experiência de um bom corretor de imóveis.

Ari Travassos é gestor imobiliário e fundador do Centro de Estudos da Corretagem Imobiliária (Cecoi)


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